Young The Giant

Young the Giants é um grupo de rock alternativo norte-americano formado em Irvine, Califórnia, em 2004. O line-up da banda é Sameer Gadhia (vocal), Jacob Tilley (guitarra), Eric Cannata (guitarra), Payam Doostzadeh (baixo) e François Comtois (bateria). Anteriormente conhecida como The Jakes, Young the Giants foi assinado pela Roadrunner Records em 2009 e lançou seu álbum de estréia em 2010.A banda tocou no MTV Video Music Awards 2011, e colocou seu album no Billboard 200, onde chegou a alcançar o 42º lugar.

A banda que me lembra uma mistura de Los Hermanos, Beirut e Ludov, agrada e merece uma ouvida.

My Body

Cough Syrup

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geração beat III

“On The Road”: O surgimento de uma nova mentalidade
O interesse que o romance de Jack Kerouac despertou entre a juventude, só poderia ser explicado do ponto de vista social, como um reflexo da modificação de postura de uma parcela da população perante o convencionalismo extremado e do moralismo quase vitoriano que ainda imperava na sociedade. Diversos setores, especialmente entre a juventude,
Fugindo dos ideais de vida do sonho americano, os beats pregavam um estilo de vida aventureiro, e realizaram uma série de viagens dura
já manifestavam um forte desprezo pelos ideais insossos do sonho americano, e esse descontentamento encontrará sua expressão mais acabada entre os jovens beatniks. Negando os moldes da vida convencional, os beats se entregam a um estilo de vida que o “american way of life” não poderia comportar, e em sua ânsia por mudanças, promoveram uma ruptura não apenas dentro da literatura, mas também na própria postura de encarar a vida e a maneira de vivê-la. Nesse sentido, On The Road, apresentava uma alternativa ao modo de vida tradicional, e propunha um rompimento com ele, que na visão dos beats, deveria ser feito através da entrega completa a uma vida marginalizada e romântica, que incluía viagens pelo Oeste americano e a busca por uma nova maneira de compreender a vida através de um misticismo não muito definido. Essa nova moral é expressa no romance por uma modificação em termos de conteúdo.
O herói do livro é Dean Moriarty (personagem inspirado em Neal Cassady), um jovem marginalizado, preso diversas vezes por roubos de carros, bebedeira e vadiagem, que arruma uma série de sub-empregos para sustentar seu estilo de vida boêmio e desgarrado. Moriary é um jovem rebelde e apaixonado pela vida, que ao lado de Sal Paradise (alter ego de Kerouac), embarca em uma série de viagens de carona através da América, sempre em busca da beleza no mundo, exaltando a “pureza” inerente que ele via na população pobre do país.
Os escritores beatnicks Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Peter Orlovsky e seu irmão Lafcadio Orlovsky, e Gregory Corso em fé 1956
Essa identificação com figuras marginais se tornaria o eixo central da literatura beat. Kerouac era fascinado pelos vagabundos e andarilhos que atravessavam o país em trens de carga; Ginsberg era atraído por homossexuais, delinqüentes e incompreendidos em geral; Burroughs, por sua vez, vivia entre criminosos e viciados. Na visão dos beats, os párias da sociedade conheciam alguma verdade a respeito da existência que normalmente ficava encoberta pela formalidade dos valores sociais. Eles acreditavam que arrancando essa embalagem civilizada, a verdade viria à tona. Segundo os beats, as pessoas seriam essencialmente puras, “santificadas”, e que acabaram corrompidas pelo trato social, mas poderiam ainda ser salvas e redescobrir a sua natureza original se desfazendo de todos os artifícios da vida civilizada e “bem comportada”, e retornando ao básico. Algo parecido seria feito quase trinta anos depois pelo movimento punk.
A partir daí, na contracorrente do otimismo, os beatniks desencadearam um dos maiores fenômenos culturais da segunda metade do século, que culminaria com a explosão das movimentações revolucionárias dos anos 60 e 70. Pode-se dizer que foram o primeiro sintoma, manifestado por uma pequena boemia, do descontentamento geral que levaria às mobilizações dos anos posteriores, mas que já estavam latentes no interior da sociedade norte-americana dos anos 50.
Jack Kerouac
Um precursor literário dos escritores beats, certamente é o norte americano Henry Miller, que começou a escrever na década de 30. Desde essa época, sua escrita se caracteriza pela crítica aos valores da pequena burguesia e a abordagem inovadora de temas, como liberalidades sexuais e uso de drogas, com a presença constante de personagens marginais e anti-heróis, ressaltando freqüentemente o aspecto grotesco em suas personalidades. Outra característica em comum nas duas literaturas é o misticismo indefinido e o interesse pelas filosofias orientais. De seus livros, o que estabelece a relação mais clara com a literatura beatnik, é “O Pesadelo com Ar Condicionado” (1945), que narra à exemplo de “On The Road” uma série de viagens feitas pelos Estados Unidos entre 1940 e 1945, cujo eixo central é a crítica aberta ao estilo de vida da classe média, e a partir daí,  sua busca por uma “outra América”. Fica claro seu repúdio pelo moralismo americano pelo fato de suas obras terem permanecido censuradas no país por quase 30 anos, devido ao conteúdo sexual das obras, inclusive seu livro mais importante, “Tropico de Câncer”, que só foi publicado no país em 1961.
Miller, ao contrário dos beats, ao invés de se entregar a uma vida de andarilho viajante nos Estados Unidos, prefere ir mendigar nas ruas de Paris, lugar onde concebe a parte mais significativa de sua obra.

“On The Road”: O surgimento de uma nova mentalidade

O interesse que o romance de Jack Kerouac despertou entre a juventude, só poderia ser explicado do ponto de vista social, como um reflexo da modificação de postura de uma parcela da população perante o convencionalismo extremado e do moralismo quase vitoriano que ainda imperava na sociedade. Diversos setores, especialmente entre a juventude, já manifestavam um forte desprezo pelos ideais insossos do sonho americano, e

Fugindo dos ideais de vida do sonho americano, os beats pregavam um estilo de vida aventureiro, e realizaram uma série de viagens dura

Fugindo dos ideais de vida do sonho americano, os beats pregavam um estilo de vida aventureiro, e realizaram uma série de viagens dura

esse descontentamento encontrará sua expressão mais acabada entre os jovens beatniks. Negando os moldes da vida convencional, os beats se entregam a um estilo de vida que o “american way of life” não poderia comportar, e em sua ânsia por mudanças, promoveram uma ruptura não apenas dentro da literatura, mas também na própria postura de encarar a vida e a maneira de vivê-la. Nesse sentido, On The Road, apresentava uma alternativa ao modo de vida tradicional, e propunha um rompimento com ele, que na visão dos beats, deveria ser feito através da entrega completa a uma vida marginalizada e romântica, que incluía viagens pelo Oeste americano e a busca por uma nova maneira de compreender a vida através de um misticismo não muito definido. Essa nova moral é expressa no romance por uma modificação em termos de conteúdo.

O herói do livro é Dean Moriarty (personagem inspirado em Neal Cassady), um jovem marginalizado, preso diversas vezes por roubos de carros, bebedeira e vadiagem, que arruma uma série de sub-empregos para sustentar seu estilo de vida boêmio e desgarrado. Moriary é um jovem rebelde e apaixonado pela vida, que ao lado de Sal Paradise (alter ego de Kerouac), embarca em uma série de viagens de carona através da América, sempre em busca da beleza no mundo, exaltando a “pureza” inerente que ele via na população pobre do país.

Os escritores beatnicks Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Peter Orlovsky e seu irmão Lafcadio Orlovsky, e Gregory Corso em fé 1956

Os escritores beatnicks Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Peter Orlovsky e seu irmão Lafcadio Orlovsky, e Gregory Corso em fé 1956

Essa identificação com figuras marginais se tornaria o eixo central da literatura beat. Kerouac era fascinado pelos vagabundos e andarilhos que atravessavam o país em trens de carga; Ginsberg era atraído por homossexuais, delinqüentes e incompreendidos em geral; Burroughs, por sua vez, vivia entre criminosos e viciados. Na visão dos beats, os párias da sociedade conheciam alguma verdade a respeito da existência que normalmente ficava encoberta pela formalidade dos valores sociais. Eles acreditavam que arrancando essa embalagem civilizada, a verdade viria à tona. Segundo os beats, as pessoas seriam essencialmente puras, “santificadas”, e que acabaram corrompidas pelo trato social, mas poderiam ainda ser salvas e redescobrir a sua natureza original se desfazendo de todos os artifícios da vida civilizada e “bem comportada”, e retornando ao básico. Algo parecido seria feito quase trinta anos depois pelo movimento punk.

A partir daí, na contracorrente do otimismo, os beatniks desencadearam um dos maiores fenômenos culturais da segunda metade do século, que culminaria com a explosão das movimentações revolucionárias dos anos 60 e 70. Pode-se dizer que foram o primeiro sintoma, manifestado por uma pequena boemia, do descontentamento geral que levaria às mobilizações dos anos posteriores, mas que já estavam latentes no interior da sociedade norte-americana dos anos 50.

Um precursor literário dos escritores beats, certamente é o norte americano

Jack Kerouac

Jack Kerouac

Henry Miller, que começou a escrever na década de 30. Desde essa época, sua escrita se caracteriza pela crítica aos valores da pequena burguesia e a abordagem inovadora de temas, como liberalidades sexuais e uso de drogas, com a presença constante de personagens marginais e anti-heróis, ressaltando freqüentemente o aspecto grotesco em suas personalidades. Outra característica em comum nas duas literaturas é o misticismo indefinido e o interesse pelas filosofias orientais. De seus livros, o que estabelece a relação mais clara com a literatura beatnik, é “O Pesadelo com Ar Condicionado” (1945), que narra à exemplo de “On The Road” uma série de viagens feitas pelos Estados Unidos entre 1940 e 1945, cujo eixo central é a crítica aberta ao estilo de vida da classe média, e a partir daí,  sua busca por uma “outra América”. Fica claro seu repúdio pelo moralismo americano pelo fato de suas obras terem permanecido censuradas no país por quase 30 anos, devido ao conteúdo sexual das obras, inclusive seu livro mais importante, “Tropico de Câncer”, que só foi publicado no país em 1961.

Miller, ao contrário dos beats, ao invés de se entregar a uma vida de andarilho viajante nos Estados Unidos, prefere ir mendigar nas ruas de Paris, lugar onde concebe a parte mais significativa de sua obra.

A fonte da vida

poster_finalpA Fonte da Vida (The Fountain, 2006) do talentoso cineasta Darren Aronofsky (Pi, Requiem para um sonho) desperta reações de amor e ódio. O projeto levou cinco anos para sair do papel e teve problemas a partir da pré-produção. Brad Pitt abandonou as filmagens por diferenças criativas com o diretor e foi naufragar em Tróia. Por conta disso, Cate Blanchett também saiu e o orçamento de 75 milhões de dólares foi reduzido para 35 milhões. Todavia, mesmo com todos esses percalços, o filme é brilhante. Um lindo poema sobre o amor entre duas pessoas e a aceitação da morte como parte da evolução e da vida.

A história foi escrita por Ari Handel e Aronofsky e produz enorme reflexão ao final da sessão, aqueles momentos únicos que só o cinema de qualidade consegue proporcionar. Não apenas as imagens, mas os temas e idéias permanecem na memória por dias. A narrativa é complexa, mas não é difícil de entender, basta querer pensar.

Nela, Hugh Jackman é Tommy Creo, um cientista que está em busca da cura do câncer. Para ele é pessoal, já que Izzi (Rachel Weisz), sua esposa, esta morrendo com um tumor cerebral. A chance de sucesso chega juntamente com seu time de pesquisadores, que traz uma amostra de uma árvore singular das selvas da América do Sul. A planta pode ser a cura que ele tanto busca. Enquanto isso, Izzi escreve um livro sobre um conquistador (também interpretado por Jackman) que viaja para o Novo Mundo em busca da Árvore da Vida a pedido da rainha Isabel (também interpretada por Weisz). A terceira parte da história é passada no futuro, quando o cientista (ainda Jackman) viaja pelo espaço.

Pode parecer complicado, mas, ao final, algumas peças do quebra-cabeça se encaixam. Outras ficam inteligentemente vagas e cabe ao espectador (tentar) decifrá-las. Dessa forma, não há uma solução definitiva para o filme, já que seu entendimento em muito se deve às crenças e experiências da cada um.

O tema é conceitualmente denso e ao mesmo tempo rico emocionalmente. Da mesma forma que 2001 – Uma odisséia no espaço (1968), do lendário cineasta Stanley Kubrick, provoca uma reflexão sobre a vida, a morte e a existência, A Fonte da Vida trilha um caminho parecido. Mas o combustível de Aronofsky é o amor.

Filosofias à parte, os saltos cronológicos do longa são apenas variações psicológicas do tema. Só o presente realmente esta acontecendo. As outras épocas ajudam a preencher algumas lacunas da história, mas a trama pode ser analisada de forma cartesiana através dos detalhes, como as tatuagens no braço do protagonista. O recurso dá espaço de sobra para que teorias sejam formuladas e essa é a brilhante proposta do cineasta. É fantástico que ainda existam diretores que procuram criar algo mais do que simples entretenimento.

7Em relação as atuações, o filme também é um achado. Hugh Jackman (X-Men) revela um lado não conhecido pelo grande público. Ele é carismático. Já provou que sabe cantar e dançar (na Broadway em 2005) e aqui surpreende com uma interpretação emocionalmente devastadora. Conseguimos sentir sua essência em cada gesto e olhar. Suas cenas como o conquistador são boas. As do presente são tocantes e comoventes. As do futuro são brilhantes e complicadíssimas, já que ele está sozinho e consegue ser ao mesmo tempo um lunático, uma alma perdida, um Buda.

Rachel Weisz (O jardineiro fiel) não fica atrás. Ela interpreta sua personagem que irá morrer sem os habituais clichês. A atriz proporciona níveis de complexidade, camadas de medo e aceitação, no pequeno espaço de tempo em que aparece. Ela tem olhos lindos e os usa para contar a sua história, registrada de maneira apaixonada pelo diretor – até porque eles são casados – e ele aproveita o tema para mostrar todo seu sentimento por ela.

1pTodo esse carinho ajudou na concepção de cenas belíssimas. Os recursos reduzidos não impediram Darren de ser criativo. Os efeitos especiais foram filmados num laboratório por meio de experiências químicas. Podemos até notar várias influências de Pi, seu primeiro filme. Temas como a busca incansável e a obsessão reaparecem. A diferença está na montagem. Se antes ela era picotada e com efeitos, agora Darren equilibra os cortes com sons para dar um compasso sutil ao filme. Tudo isso embalado numa trilha sonora hipnótica, escrita por Clint Mansell no estilo de Phillip Glass.

Definitivamente o filme não foi feito para ser exibido em multiplexes e muita gente deve sair revoltada do cinema, como aconteceu em festivais por aí. Mas quem consegue se despir de preconceitos e busca no cinema algo diferente, será recompensado com uma viagem inesquecível.

trailer

Ayo.

AyoAyo. também conhecida como Joy, é uma cantora nascida numa colonia alemã, mas com coração e alma africana. O nome Ayo. significa “alegria” em Oruba, língua mãe de alguns povos da Nigéria, terra natal de seu pai e onde ela viveu por um curto periodo.
Em 2006 ela lançou o disco Joyful, que foi premiado por toda a europa. Desse disco saiem as musicas “Life is Real” e “Down on my Knees!”, que voce pode escutar abaixo.
Ah, a moça também é, desde de fevereiro desse ano, embaixadora da UNICEF pela educação das crianças do mundo.
Escuta ae, vai!

Life is Real

Down on My Knees

frases de Nelson

Nélson Rodrigues foi um importante dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro. Autor de peças como “Vestido de noiva”, “Perdoa-me por me traíres”, “O beijo no asfalto”, “Bonitinha, mas ordinária” e “Toda nudez será castigada”. Entre seus romances, contos e crônicas destacam-se “Asfalto selvagem” (também conhecido como Engraçadinha), “A vida como ela é…”, “A dama do lotação” e “O óbvio ululante: primeiras confissões”. Torcedor fanático do Fluminense, Nelson Rodrigues também foi um grande cronista do futebol. Suas crônicas podem ser encontradas em “A pátria sem chuteiras” e “À sombra das chuteiras imortais”.nelsonrodrigues

Frases de Nelson Rodrigues:
“Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.”
“Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia.”
“Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola.”
“Deus me livre de ser inteligente”..
“Não há nada mais relapso do que a memória. Atrevo-me mesmo a dizer que a memória é uma vigarista, uma emérita falsificadora de fatos e de figuras.”
“O Brasil é muito impopular no Brasil.”
“Só acredito nas pessoas que ainda se ruborizam.”
“Toda unanimidade é burra.”
“Só os profetas enxergam o óbvio.”
“Até 1919, a mulher que ia ao ginecologista sentia-se, ela própria, uma adúltera.”
“A cama é um móvel metafísico.”
“Nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais”
“Hoje é muito difícil não ser canalha. Todas as pressões trabalham para o nosso aviltamento pessoal e coletivo.”
“O ‘homem de bem’ é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu.”
“Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem-sucedido não interessa a ninguém.”
“Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de “ilustre”, de “insigne”, de “formidável”, qualquer borra-botas.”
“O boteco é ressoante como uma concha marinha. Todas as vozes brasileiras passam por ele.”
“Acho a velocidade um prazer de cretinos. Ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca.”
“Amar é ser fiel a quem nos trai”.
“O brasileiro é um feriado.”
“As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado”.
“O homem começou a própria desumanização quando separou o sexo do amor.”
 

do princípio da autoridade

Ser governado é ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legisferado, regulamentado, depositado, doutrinado, instituído, controlado, avaliado, apreciado, censurado, comandado por outros que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude.
Ser governado é ser, em cada operação, em cada transação, em cada movimento, notado, registrado, arrolado, tarifado, timbrado, medido, taxado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, admoestado, estorvado, emendado, endireitado, corrigido. É, sob pretexto de utilidade pública, e em nome do interesse geral, ser pedido emprestado, adestrado, espoliado, explorado, monopolizado, concussionado, pressionado, mistificado, roubado; depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa, reprimido, corrigido, vilipendiado, vexado, perseguido, injuriado, espancado, desarmado, estrangulado, aprisionado, fuzilidado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, para não faltar nada, ridicularizado, zombado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis sua justiça, eis sua moral!

Pierre Joseph Proudhon – 1851

geração beat II

 

O formalismo crítico do new criticism
A expansão do mercado imobiliário possibilitou o surgimento em larga escala dos suburbios, para onde grande parte da classe se mudou

A expansão do mercado imobiliário possibilitou o surgimento em larga escala dos suburbios, para onde grande parte da classe se mudou

Nesse sentido, seria natural que a literatura oficial até então, fosse de um extremado rigor formal, encontrando ecos no academicismo das análises do new criticism, a nova crítica que surgiu nos Estados Unidos durante a década de 1920, mas que se tornou corrente principal apenas entre as décadas de 40 e 60. A nova crítica rejeitava a análise literária a partir de contextos sociais ou culturais, promovendo assim uma visão artificial das obras como objeto “autônomo”, completo em si mesmo, desvinculadas do contexto em que foram escritas, além da própria biografia do autor, como se não sofressem influências externas. Um dos principais dogmas da nova crítica era o de desprezar a discussão sobre as intenções do autor perante a obra, ou o significado pretendido por ele. Para eles, as palavras no papel eram tudo o que importava, e a importância dos significados de fora do texto eram considerados irrelevantes. Disseminou-se assim, uma divisão burocrática entre literatura e vida, como se as obras só tivessem valor pelos seus aspectos formais e, conseqüentemente, esses críticos estavam fechados para novos conceitos e novas formas literárias. Os principais defensores e teóricos desse pseudo-modernismo crítico, foram William K. Wimsatt, Monroe Beardsley, William Empson, John Ransom, Robert Warren e Cleanth Brooks. Colocando em prática suas teorias, eles impuseram um obstáculo à dezenas de escritores do período que não apresentassem o padrão formal exigido, e viam suas publicações serem rechaçadas em jornais e revistas literárias, formando uma opinião pública conservadora entre editoras e potenciais leitores.

 
Com a estabilização da economia, muitos americanos puderam adquirir sua casa própria

Com a estabilização da economia, muitos americanos puderam adquirir sua casa própria

Em contrapartida, favorecendo os estilos técnicos mais sofisticados, normalmente um naturalismo convencional, a despeito das qualidades dos escritores como críticos da sociedade, baseavam suas análises puramente nos aspectos formais dos livros. Como conseqüência, ignoravam voluntariamente o fato de que se tratava de toda uma geração que foi testemunha da guerra e expressava em suas obras justamente sua visão desesperada de uma sociedade em colapso e trágica decadência. Era uma vastíssima literatura que expunha o pessimismo e desencanto da parcela mais intelectualizada da população. É importante ressaltar o fato de que, a despeito da prosperidade e do conservadorismo daqueles anos, existiu uma intensa produção literária crítica nos Estados Unidos entre as décadas de 40 e 50, que trouxe à luz nomes importantes como Saul Bellow, John Hersey, James Jones, J. D. Salinger, John Updike, Nelson Algren, Carson McCullers,James Bladwin, Truman Capote, Flanery O´Connor, Norman Mailer, Langston Hughes entre inúmeros outros. Daí, o sentido da nova crítica acabar sendo o de encobrir as mazelas sociais através suas análises puramente formais e estilísticas das obras.

 Entretanto, a tentativa de conter as experiências da época dentro de uma embalagem formal e moral, não iria agüentar muito mais tempo, e os teóricos do new criticism, tiveram que engolir em seco após o fenômeno editorial da publicação de “On The Road”, romance desenvolvido sob um estilo literário que rompia com os padrões acadêmicos em favor de uma escrita mais livre e expressiva. 

O sucesso de vendas de “On The Road” não poderia ser explicado de maneira nenhuma apenas do ponto de vista do

Centenas de auto estradas foram constuídas a partir dos anos 50 por todo o país, o que possibilitou um maior deslocamento da população

Centenas de auto estradas foram constuídas a partir dos anos 50 por todo o país, o que possibilitou um maior deslocamento da população

estilo, denotando a insuficiência das análises literárias da nova crítica

 Os “vencidos pela vida”

 Tendo vivido uma adolescência difícil durante a depressão nos anos 30, esses jovens, na década de 40, encontravam-se em um momento histórico obscuro, quando a hecatombe da Segunda Guerra, em sua extensão e brutalidade sem paralelos, introduziu o perigo real do extermínio de cidades inteiras num piscar de olhos, após a explosão da primeira bomba atômica. A partir daí, as tensões só se acumularam com o advento do fenômeno da Guerra Fria. Esses fatos combinados provocaram um sentimento crônico de descrença na moral e no progresso da civilização capitalista. À revelia desses fatos, essa geração também foi testemunha do florescimento de uma nova burguesia conformada, submissa e zelosa de seus valores, transbordante de um otimismo que se estruturava tão somente nas novas possibilidades de conforto material que a economia proporcionou.
A típica familia feliz em uma casa repleta de eletrodométicos, um dos símbolos do american way of life

A típica familia feliz em uma casa repleta de eletrodométicos, um dos símbolos do american way of life

Inserido nesse gélido cenário social, os beatniks surgem a partir de uma angústia existencial não muito definida, mas que clamava por novos valores e um estilo de vida mais autêntico, longe a artificialidade dos moldes vigentes. Formavam um grupo de jovens enérgicos e talentosos, que tendo se conhecido no campus da Universidade de Columbia, estenderam sua convivência para dentro dos bares de jazz e apartamentos pobres do subúrbio de Nova Iorque. Posteriormente se entregaram a diversas viagens cruzando o país, sem outro sentido aparente, a não ser o de empreender uma busca por uma nova maneira de ver e entender a vida. As três figuras mais destacadas dessa geração são o veterano da Marinha e ex-esperança do basquete juvenil, Jack Kerouac; o tímido e deslumbrado estudante universitário, Allen Ginsberg; e o enigmático mentor do grupo, William Burroughts. Em torno deles, surgirão uma série de figuras desgarradas como Hubert Huncle, Neal Cassady, David Kammerer, Carl Soloman, Lucien Carr, Gregory Corso, Gary Snyder e Lawrence Ferlinguetti dentre inúmeros outros.

Geração Beat

Vou colocar aqui uma reportagem sobre o movimento beat, e depois ligar este ao nascimento do hippie. Essa matéria, sobre o movimento beat, saiu originalmente no Caderno Cultural em novembro de 2007. Vou dividir em partes, pois a matéria é grande, e depois a seqüência no movimento hippie também é grande. Então, vamos por doses homeopáticas.

Com vocês, a geração beatnik. Aproveitem.

A Geração Beatnik

Em meio à prosperidade econômica dos Estados Unidos da década de 50, e na contracorrente do otimismo delirante da classe média frente às novas possibilidades de conforto pessoal, surge essa que é a primeira manifestação consistente da crise que estava latente na América do pós-guerra. Conhecida posteriormente como Geração Beatnik, sua importância é enorme pelo fato de ser o primeiro movimento de contra-cultura a surgir nos Estados Unidos, com forte impacto histórico e cultural.

Hal Chase, Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Buroughs

Hal Chase, Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Buroughs

Após o término da Segunda Guerra Mundial, com o fim da economia de guerra, os Estados Unidos vêem-se diante de uma grave crise econômica, que caso não fosse contornada, levaria o país a uma recessão sem precedentes. A classe operária, então em franco ascenso, realizava greves que chegaram a 5.000 em 1946. O governo, sob grande pressão, aprovou o Ato do Emprego, que garantia o pleno emprego a diversos setores da indústria. A lei se mostrou bem sucedida, superando-se até mesmo os níveis de emprego alcançados durante os anos de guerra. Entretanto, ainda existia um sério problema inflacionário no país, e à medida que os salários desvalorizavam, as greves cresciam cada vez mais. A situação chegou a tal ponto que o governo, considerando que elas haviam se tornado uma ameaça à própria estabilidade do capitalismo norte-americano, reagiu introduzindo uma nova legislação contra a classe operária, que dificultava a realização das greves e usurpava uma parte do poder dos sindicatos. Mesmo assim, a pressão popular garantiu que os salários fossem reajustados proporcionalmente com aumento da inflação. 

A política repressiva do governo à classe operária atingiu seu ápice em 1948, com a intensificação da perseguição política depois da formação de um comitê permanente para investigação de “atividades

 

A crise econômica do pós-guerra gerou greves que chegaram a 5.000 em 1946

A crise econômica do pós-guerra gerou greves que chegaram a 5.000 em 1946

 antiamericanas”, que na prática cassou diversos direitos políticos da população trabalhadora e promoveu uma caça às bruxas contra toda atividade política, intelectual e  cultural dentro do país. O clima de histeria repressiva, aliada a aplicação de uma série de medidas econômicas e estímulo do consumo interno, entre elas a introdução dos planos de compras a prazo e financiamentos; contornaram o fantasma da recessão e permitiram um período de expansão da economia que muitos ideólogos capitalistas não acreditavam possível depois da hecatombe econômica promovida pela guerra, e que ficou conhecido um período de ouro da economia norte-americana. Essa repressão às tendências revolucionárias levaram a um refluxo da classe operária, e criou um quadro de relativa calmaria nas mobilizações políticas dentro do país.

A expansão econômica proporcionou uma série de transformações, como a expansão do mercado imobiliário, que acarretou na suburbanização do país, o surgimento das modernas auto-estradas, as redes de supermercados, a expansão da indústria do turismo, a

Senador Joseph Mccarthy um dos impulsionadores da política repressiva à classe operária, e a censura ideológica nos anos 50

Senador Joseph Mccarthy um dos impulsionadores da política repressiva à classe operária, e a censura ideológica nos anos 50

produção em série de novos eletrodomésticos “linha branca”, carros populares, televisões, rádios, diversos bens de consumo que, entre outras coisas, criaram profundas ilusões nas possibilidades de ascensão social entre a classe média. A grande imprensa bombardeava os novos consumidores com os ideais do “american way of life” e a realidade do sonho americano. 

Os interesses de um típico cidadão de classe média norte-americano giravam em torno da aquisição desses bens, e uma ideologia definida pelas suas ambições por melhorias materiais e conforto pessoal.

 O resultado disso foi uma confiança ilimitada na prosperidade do país e o enrijecimento da mentalidade conservadora entre parcelas expressivas da pequena burguesia.

Com a política de caça aos comunistas, disseminou-se também uma desconfiança generalizada com relação aos intelectuais. Ficou popular o termo “egg-head”, literalmente, “cabeça de ovo”, como linguajar padrão para insultar intelectuais, acadêmicos, homens de idéias, ou qualquer pessoa que demonstrasse um senso mais crítico com a realidade do país. Em outras palavras, era o império da mediocridade que vigorava nessa América dos anos 50.

beirut

beirut1Beirut é a banda formada Zach Condon e quem mais estiver tocando com ele. A banda tem dois CDs, “Gulag Orkestar” (2006) e “The Flying Club Cup” (2007), sem contar os EPs. O segundo álbum vazou na internet em Agosto de 2007 e foi lançado em outubro do mesmo ano.

A musica Elephant Gun, do EP que tem o mesmo nome e lançado em 2007, fez considerável sucesso no Brasil ano passado.

Numa entrevista para a Folha, quando perguntado sobre suas influencias o cara respondeu o seguinte: “Muitas de minhas letras são inspiradas na literatura latino-americana de Jorge Luis Borges e de Gabriel García Márquez. De uns tempos para cá, tenho lido muito o chileno Roberto Bolaño. Além disso, o cinema francês sempre me influenciou demais. Isso para não mencionar Coney Island [bairro mais ao sul do Brooklyn, em Nova York] no inverno, os judeus hassídicos que vivem em meu bairro e outros aspectos da vida em Nova York.

 

Eu não vou falar mais nada. Escuta ae.

Elephant Gun

 

Elephant Gun EP

O Tao

O Tao

 

tao1Um dos maiores Especialista na interpretação do pensamento e da filosofia oriental para ocidentais, Alan Watts neste seu ultimo livro completado depois da sua morte por seu amigo e colaborador AI Chung-Liang Huang, parceiro em sua busca do autoconhecimento e acadêmico. Trouxe em sua obra, TAO – Curso do rio, caminho da cooperação do homem com o curso ou fluxo do mundo natural — foi concebido e explicado pela primeira vez por filósofos e místicos chineses nos séculos IV e V. Definido por ele mesmo como “um livro de alegrias e surpresas”, Alan Watts explica a importância do Tao na vida do homem moderno do século xx.

 

 

 

marcelo1Tchélo – fotógrafo e radialista, atualmente e praticamente perdido e querendo se perder mais ainda no mundo a fora, buscando soletrar a paz e cantarolar as emoções com o ar da boemia. No previsto, mau espera chutar o pau da barraca para ver se nesse sol ardido caia um pouco de sombra sobre sua cabeça. Adora e coleciona quadrinho e trilhas sonoras de filmes.

 

 

marcelo, tchelo, é o nosso garçon honorário.

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