expectativas cinematográficas

Aqui vão alguns dos filmes que espero para essa primeira metade do ano.

Brave, inicialmente entitulado The Bear and teh Bow (O Urso e a Tigela, em tradução livre), é 0 13º da Pixar. Uma menina enfretando tradição e feras mas Highlands da Escócia.

 

Uma versão mais arrojada da história de “Joaõzinho e o pé de feijão”…

 

Baseado na obra Edgar Rice Burroughs, mesmo criador de Tarzan, conta a historia de uma veterano da guerra civil americana que é transportado para Marte…

 

e ainda sem clipe, mas em produção avançada… On the Road… com a mesma equipe de produção de Diários de Motocicleta..!

 

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paradise

Coldpplay – Paradise

Coldplay, que desde do seu inicio em 96, sempre esta envolvido nuns processos de plagio, lançou não faz muito tempo, outubro de 2011, o seu ultimo cd, Mylo Xyloto. Esse video não é oficial, mas bom também.

 

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geração beat VI

A poesia marginal de Ginsberg

Outro importante autor beat, é o poeta Allen Ginsberg, que em sua obra, igualmente procurou resgatar a ligação entre a poesia e a vida, afirmando a sua individualidade criadora através de poemas em primeira pessoa e se utilizando de acontecimentos reais como matéria prima. Buscou uma comunicação direta com a expressividade intrínseca à poesia de Rimbaud, Whitman e os românticos.

Gregory Corso

Um traço da obra de Ginsberg que ainda hoje é desprezada, é a intensa pesquisa sobre a qual ela se estrutura, tornando sua poesia uma legítima herdeira dos experimentalismos vanguardistas da primeira metade do século XX. Estabeleceu uma ligação entre os movimentos europeus de vanguarda, destacadamente o surrealismo, e a literatura modernista norte-americana de Ezra Pound, Gertrude Stein e William Carlos Williams, efetuando assim uma importante atualização da criação literária norte-americana. Ao contrário das descrições de Ginsberg como um representante do  espontaneísmo inculto, mas expressivo da poesia; lendo sua obra é possível encontrar ecos dos mais diversos vanguardismos, como o futurismo de Maiakovski, o cubismo de Apollinaire, o dadaísmo de Schwitters e o surrealismo de Artaud. Incorporou tanbém a influência dos hai-kais orientais, além de Garcia Lorca, Hart Crane, o fluxo de consciência de Joyce, Stein e o objetivismo de Williams.
Sua obra máxima, “O Uivo” se tornou, ao lado de “On The Road”, um emblema da produção literária beatnik. É

Frank O´Hara

o mais expressivo manifesto dessa geração, cuja inovação temática de exaltação ao estilo de vida marginal, o uso de drogas e a sexualidade liberal; aliadas às suas inovações formais, demonstram a grande importância do poema. Suas primeiras linhas são ontológicas: “Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, /arrastando-se pelas ruas do bairro negro em busca de uma dose violenta de qualquer coisa, /hipsters com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato com o dínamo estrelado da maquinaria da noite/ que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando sentados na escuridão dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das cidades contemplando jazz…”
Seu ritmo veloz e escrita altamente fluída remetem à intensidade das experiências narradas, influenciado diretamente pela “prosódia bop espontânea” de Kerouac. Assim como os demais beats, Ginsberg considerava que o único fermento para a criação era a entrega total a uma vida marginal intensamente vivida e a aceitação das experiências mais miseráveis como “necessárias para o processo de purificação da existência”.  Seu poema chegou a sofrer uma tentativa de censura, e após sua publicação em 1956, seu editor, sofreu um processo por pornografia.
Depois de sua faze heróica durante os ano 40 e 50, Ginsberg ainda participou ativamente das mobilizações dos anos 60 época em que se manteve ainda uma figura popular, freqüentemente presente em eventos hippies declamando seus poemas ao lado de outros poetas beats. Ao lado de Thimoty Leary ajudou a divulgar os “benefícios do LSD”, além de sua participação em uma série de protestos pacifistas contra a Guerra de Vietnã.

nerd fashion

ja quer ser nerd está na moda e “intelligent is the new sexy!” esta na hora renovar o guarda-roupa. Não estou ganhando nada, mas gostei…

 

procure a sua aqui…!

www.redbug.com.br

Isaac Asimov

me mandaram de presente…

H. P. Lovecraft

A coisa mais misericordiosa do mundo, creio eu, é a incapacidade da mente humana em correlacionar todo o seu conteúdo. Vivemos numa plácida ilha de ignorância em meio a negros mares de infinito, e não está escrito pela Providência que devemos viajar longe. As ciências, cada uma progredindo em sua própria direção, têm até agora nos causado pouco dano; mas um dia a junção do conhecimento dissociado abrirá visões tão terríveis da realidade e de nossa apavorante situação nela, que provavelmente ficaremos loucos por causa dessa revelação ou fugiremos dessa luz mortal rumo à paz e à segurança de uma nova Idade das Trevas.

“The most merciful thing in the world, I think, is the inability of the human mind to correlate all its contents. We live in a placid island of ignorance in the midst of black seas of infinity, and it was not meant that we should voyage far. The sciences, each straining in its own direction, have hitherto harmed us little; but some day the piecing together of dissociated knowledge will open up such terrifying vistas of reality, and of our frightful position therein, that we shall either go mad from the revelation or flee from the deadly light into the peace and safety of a new dark age.”
– H. P. Lovecraft, The Call of Cthulhu

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geração beat V

Kerouac e a “prosa bop espontânea”

Essa busca por uma nova forma de dizer as coisas foi incansavelmente perseguida, de maneira metódica e consciente por Jack Kerouac mais do que qualquer outro escritor beat, através de seu experimentalismo literário. Ele rejeitava a literatura mais intelectual vigente, e em busca de uma

Carl Solomon

escrita intensamente emocional, ele vai desenvolver um estilo próprio que desprezava as regras gramaticais tradicionais. Esse estilo se cristalizou de forma mais ou menos acabada em “On The Road”. Seu método literário é explicitado na própria maneira de conceber suas obras. “On The Road” foi escrito em um rolo de papel contínuo, durante 20 dias e noites de transe permanente sob o efeito  de benzedrina durante o mês de abril de 1951. Outro exemplo interessante se refere à criação de seu livro “Os Subterrâneos”, escrito em 3 dias e noites, igualmente sob o efeito de estimulantes. Seu método de criação tinha muito em comum com a maneira de W. B. Yeats escrever sob transe, de Charlie Parker improvisar no seu sax, e de Jackson Pollock executar sua pintura de ação.

Lawrence Ferlinghetti

Ele chegou a teorizar seus métodos de escrita em ensaios como “Essentials of Spontaneous Prose”, de 1956; e “Beliefs & Techniques of Modern Prose”, de 1957. Nesses textos, são recorrentes expressões como “prosódia bop”, “prosa espontânea”, e “forma selvagem”. Em um desses textos ele afirma que escreve “no sentido de um saxofonista tomando fôlego e soprando uma frase em seu sax, até ficar sem ar novamente e, quando isso acontece, sua frase, sua declaração foi feita… É assim que separo minhas frases, como separações respirantes da mente.”
Esse estilo pode ser definido como uma tentativa de veicular a riqueza do seu campo de percepção imediata, no momento em que pensamento se desenvolve, sem qualquer espécie de censura ou elaboração intelectual  prévia, tentando captar a fluidez do pensamento, da maneira mais fiel possível, sem restrições, com todos os desvios e associações que acontecem durante o processo. Kerouac via nisso, o método mais sincero de captar os sentimentos e as experiências por que ele passava, sem recorrer a subterfúgios formais. Um outro romancista beat, John Clellon Holmes, descreve o estilo de Kerouac como “frases longas e intricadas, que se desenrolam a direito através de um denso labirinto de nuvens; frases

Neal Cassady o inspirador do personagem Dean Moriarty

espantosas, que tinham a obsessão de descrever simultaneamente a migalha do prato, o prato na mesa, a mesa na casa, a casa no mundo, mas que, para ele, ficavam sempre emperradas no engarrafamento da sua própria retórica”.
Acreditava que cada pensamento expressava uma verdade sobre a totalidade se sua personalidade, e ele via como artificial a tentativa de corrigir as frases, ou evitar tocar em qualquer assunto que fosse. Uma amputação de algum dado fundamental sobre a essência da pessoa. Era uma busca pelo que ele achava haver de mais sincero na vida, e uma tentativa de cristalizar um determinado momento com toda a expressividade possível.

Gary Snyder

Daí também o desprezo dos beats pelo formalismo acadêmico e por obras ficcionais, que consideravam artificiais. Seus romances e poemas eram baseados diretamente e suas experiências pessoais, sem adulterações ou invenções de personagens. Se alguns deles recorriam a imagens surrealistas, seria por que algumas experiências não poderiam de maneira alguma ser apreendidas de forma naturalista. Tudo estaria a serviço da expressividade. É notória a afirmação de Kerouac; “Minha obra constitui um único livro enorme, como a de Proust, só que minhas recordações são escritas na estrada e não depois, num leito de doente.” E acrescenta que todos os seus livros “não passam de capítulos da obra como um todo, que eu denomino ‘A Lenda de Duluoz’”. Durante sua carreira, o estilo sempre experimental de Kerouac apresentou modificações e evoluções na maneira de apresentar sua escrita automática, são igualmente  importantes obras como “Os Subterrâneos” (1958), “O Vagabundos Iluminados” (1958), “Maggie Cassady” (1959), “Tristessa” (1960), “Big Sur” (1962), e aquele que é considerado por muitos, inclusive pelo próprio Kerouac, como sua obra-prima, “Visions of Cody” (1972).

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Volbeat

um amigo ouviu e gostou, quando viu disse “há, nerd-metal!”

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O espírito do Zen

“A frase importante nessa citação é ‘largar o ponto de apoio’. Pois, se o Koan é aceito como um caminho para apresentar, em miniatura, o gigantesco koan da vida, o grande dilema e problema no qual todos os seres estão envolvidos, mesmo que inconscientemente, então, da mesma forma que a própria vida, o Koan nunca poderá ser captado. Os mestres zen distinguiam entre duas espécies de frases – a morta e a viva. As frases mortes são as passíveis de análise lógica e solução; as vivas são as que nunca poderão ser confinadas em qualquer sistema fixo de interpretação. Os koans pertencem ao segundo tipo, pois partilham a ilusividade e a indefinibilidade da vida. Assim, quando o discípulo chega ao ponto final em que absolutamente não pode captar o Koan, chega também à compreensão de que a vida nunca poderá ser entendida em sua essência nem possuída ou paralisada à força. Portanto, ele ‘se solta’, e esse desprendimento é a aceitação da vida tal como ela é, como algo que não pode ser propriedade de ninguém, que é sempre livre, espontâneo e limitado”.

“O espírito do Zen”, de Alan Watt

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geração beatnik IV

Em busca de um “novo olhar”

Daí vem a identificação desses jovens com o termo beatnik, cuja origem é confusa. A palavra beat foi utilizada pela primeira vez por Jack Kerouac no livro “On The Road”, como abreviação de beatitude, ou beatífico, remetendo ao estado de espírito que ele e seus companheiros

Allen Ginsberg

buscavam. Outros, principalmente críticos literários e estudosos, atribuíram o termo à infuência direta do jazz, responsável por diversos termos e gírias surgidos na contra-cultura da época, assim, beat remeteria às batidas aceleradas do bebop. Outra possibilidade seria a conotação de “vencido pela vida”, de acordo com gírias como “dead-beat” ou “beat-up”. Daí, unindo-se o radical “beat” com o sufixo do satélite russo Sputnick, fora lançado ao espaço em 1957, com uma conotação de movimento,velocidade, surgiu o termo beatnik, que seria usado para designar todos os seguidores do movimento. Também algumas  vezes eram denominados hipsters, termo aplicado às pessoas que viviam à margem da sociedade, em geral delinqüentes juvenis, usuários de drogas e brancos que se relacionavam mais intimamente com a cultura negra. Uma corruptela dessa palavra deu origem ao famoso termo “hippie”, para designar os jovens da contra-cultura dos anos 60. No entanto, todas essas variações se relacionam diretamente com o conceito geral do que é na essência a geração beat, e que exprime o desalento e o frenesi de uma vida dissoluta, que procurava através das viagens e da boemia, uma alternativa ao que eles consideravam uma ausência de vida da classe média norte-americana. O termo beat também significaria “perceptivo”, “de olhos abertos”, justamente pela sua busca por uma “nova visão”, que na concepção deles só poderia ser alcançada através de uma vida marginalizada, fora dos esquemas tradicionais.
A fim de exprimir esse “novo olhar”, os beatniks também irão desenvolver uma nova forma de descrever sua maneira de ver o mundo. Essa nova forma teria necessariamente que estar em consonância com o sentido de deslocação e movimento que os animava. Em conseqüência, irão criar uma escrita fluída, frenética e impaciente, tentando apreender numa mesma passagem os diversos universos que os interessavam. Para isso irão buscar influências nas teorias surrealistas de fluxo espontâneo do pensamento, e inspiração nos enérgicos e intermináveis saltos

William Burroughs

harmônicos dos improvisos do bebop, a corrente mais progressista do jazz da época, representado pelo virtuosismo de personalidades como Charlie Parker, Max Roach, Bud Powell, Dizzy Gillespie e Thellonious Monk. O ritmo de jazz seria, segundo Kerouac, uma prova de esforço da livre associação das palavras “nadando num mar  de inglês sem qualquer outra disciplina à exceção do ritmo ou exaltação retórica e declamação de protesto.”. Daí a designação dos vários estilos literários dos beats, como “prosódia bop”, expressão que foi cunhada por Kerouac, e definida por Gregory Corso como “a utilização de misturas espontâneas, imagens surrealistas, saltos, batidas, compassos, longas e rápidas vogais, versos longo, muito longos, e a alma como principal conteúdo”.